A primeira crítica de um livro de Paulo Coelho
Toda vez que o escritor Paulo Coelho lança um livro, tem-se de agüentar a lengalenga de que os críticos não o compreendem, não são capazes de aceitar sua popularidade, de que têm inveja do seu sucesso. A recente edição da Cult, de número 70, nas bancas, mostra que esse discurso, padrão nas entrevistas, nos jornais e na TV, com Paulo Coelho, não é muito verdadeiro. Na realidade, sua obra foi muito pouco atacada. Há pouca crítica ácida, como a feita, certa vez, por Geraldo Galvão Ferraz, a respeito de Na Margem do Rio Piedra Eu Sentei e Chorei (1994), e talvez sejam mais freqüentes as alusões à sua obra – do tipo “fulano escreve à maneira de Paulo Coelho”, em que ela recebe, sim, um sinal negativo, mas sem que se saiba muito bem por quê. Como escreve Manuel da Costa Pinto, editor da revista, os críticos universitários guardaram uma distância da sua obra que talvez seja bem resumida no “não li e não gostei” de Davi Arruguci, frase publicada por outra revista.
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