Miller volta ao bom caminho
Começar a falar de um quadrinho com a sentença ”Frank Miller recuperou seu originalíssimo estilo” um dia foi algo impensável. Afinal, nos anos 80, época de O Cavaleiro das Trevas e Elektra assassina, era impossível imaginar que o mítico roteirista e desenhista dessas obras primas, divisoras de águas na arte seqüencial, seria capaz de errar a mão. Mas isso aconteceu. Desastres como A grande matança e A dama de vermelho transformaram Miller em um criador insosso, repetitivo, chato. Por isso, o álbum Sin City – O assassino amarelo, que a Panodora Books publica agora em luxuosa edição (216 pp., R$ 34,90 o exemplar), deve ser celebrado como um gibi redentor para um autor tão importante. Até porque ele mostra que Miller pode ser o mais brilhante contador de histórias em seu meio.
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