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O circo da literatura

23 de julho de 2003
2 min de leitura
prefeiturapassofundo

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Uma lona de circo, palestrantes ilustres, cursos diversos, um prêmio tentador para os escritores e milhares de leitores de todas as idades, ávidos por livros e preparados para uma discussão inteligente. Assim é a Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, a cerca de 300km de Porto Alegre. Hoje um dos maiores fóruns de debate literário do Brasil, a Jornada chega à décima edição no fim de agosto, com o tema Vozes do terceiro milênio: a arte da inclusão. As inscrições foram abertas em 2 de junho e se esgotaram no dia seguinte. Foram 15 mil inscritos, 3 mil a mais que no último evento, em 2001, quando o público total, incluindo os participantes da pré-jornada, foi de 151 mil pessoas. O evento começou tímido, sem patrocínio, com 800 pessoas. Desde então, não parou de crescer. Em 1995, havia tanta gente nos debates que a professora de Literatura Tânia Rösing, idealizadora e coordenadora da Jornada, percebeu que o único espaço preparado para abrigar tantos participantes era o circo da cidade. A partir daí, o encontro migrou para uma enorme lona. “Participei das primeiras edições e acompanhei a batalha da Tânia. No início, ela recebia o pessoal em casa e lembro que ela mesma cozinhava. Lembro-me das primeiras jornadas, com Fernando Sabino, Millôr Fernandes, Orígenes Lessa. Foi uma farra!”, recorda o Luis Fernando Veríssimo.

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