Passo Fundo: sem verba, mas com garra
A dificuldade para conseguir o patrocínio das empresas estatais a eventos tradicionais, com histórico de sucesso, como a Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo, chega a ser irônica, justamente quando a jornada propõe uma discussão capaz de fornecer a contrapartida social. “Está havendo uma reviravolta positiva, ainda um pouco lenta, mas com algum efeito. Pelo menos teremos o ministro da Educação na abertura e o da Cultura no encerramento”, diz Tânia Rösing, mentora do evento. As presenças de Cristovam Buarque e Gilberto Gil representam um feito inédito nos 22 anos da Jornada, que nunca recebeu um ministro de Estado. Tânia Rösing sabe, entretanto, que a simples presença de representantes do governo federal não garante a realização da festa. Empresas privadas têm se mostrado dispostas a patrocinar, mas a contribuição fundamental das estatais ainda está longe do valor alcançado nos anos anteriores. A fórmula da jornada deu tão certo que criou filhotes por todo o país. É o caso da Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto (SP), que promove sua terceira edição entre 8 e 17 de agosto, com um clima intimista semelhante ao de Passo Fundo. Quase no mesmo período (7 a 17 de agosto), será realizado o 4º Salão do Livro de Minas Gerais, em Belo Horizonte. Em seguida, a maratona literária se completa com a 2ª Bienal Nacional do Livro de Natal (22 a 31 de agosto).
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