Autores debatem violência e cidadania
Marcelino Freire, autor de prosa, leu “Darluz”, um conto de seu novo livro, BaléRalé, em que uma mulher explica por que dá os filhos que nascem. As 4 mil pessoas do Circo da Cultura, na tarde de anteontem, acompanharam como se fosse poesia. Eram, essencialmente, professores e estudantes, que se protegiam do frio da tarde com blusas de lã e jaquetas, mas sem, ainda, enrolar os cachecóis na cabeça, como acontece nas noites (a temperatura mínima, nos últimos dias, tem ficado em torno de 3º C, e geou no dia que antecedeu a jornada). “É a minha contribuição para esse debate”, que tinha como tema Violência e Cidadania. Marcelino, antes, apresentou-se, contou que nasceu em Sertânia, mudou-se para Paulo Afonso e depois para o Recife, antes de arriscar-se em São Paulo, no começo dos anos 1990, e que sua literatura é identificada e identifica-se com personagens que estão à margem da sociedade, considerados “párias”. Marcelino, dessa vez como editor, lançou na jornada mais um volume da coleção Cinco Minutinhos, com o miniconto Walter, de Luis Fernando Verissimo, distribuído gratuitamente aos participantes.
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