ABL inaugura nova biblioteca
Poetas, escritores ou notáveis amam os livros e têm salas ornadas por estantes, que veneram como ídolos ou diamantes. Os que já morreram tinham em suas residências bibliotecas imensas, que doaram à Casa de Machado. Além disso, a Academia Brasileira de Letras, desde sua fundação, em fins do século XIX, recebeu livros de outros doadores privados, admiradores e amigos. Resultado: ao longo de seus mais de cem anos de existência, passou a ser a guardiã de cerca de 90 mil livros. Como na magnificente Biblioteca do Petit Trianon não havia espaço para acomodar todo o acervo, a maioria dos volumes encontrava-se depositada no porão da ABL, correndo o risco de ficar para sempre perdida, corroída pela umidade e pelo mofo. Tornava-se urgente, portanto, a construção de uma nova biblioteca. Da necessidade surgiu a idéia, que primeiramente estalou na cabeça de Arnaldo Niskier, quando presidiu a casa em 1998 e 1999: transformar todo o segundo andar do Palácio Austregésilo de Athayde numa moderníssima biblioteca de 1.300 metros quadrados. Tarcísio Padilha deu continuidade ao projeto, assim como Carlos Nejar, quando o substituiu temporariamente na presidência. E agora, neste final de ano, o presidente Alberto da Costa e Silva, ao término de sua gestão, após gastar corajosamente alguns milhões de reais, enfim vai inaugurar oficialmente o que antes parecia uma fabulosa miragem. Dia 4 de dezembro, a ABL doará à cidade do Rio de Janeiro e a seus habitantes um inesperado presente: a futurística Biblioteca Rodolfo Garcia, onde serão acomodados 45 mil livros.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta


