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Os papas da adaptação

17 de novembro de 2003
1 min de leitura

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Por que raios existe literatura infanto-juvenil? Por acaso “Alice no País das Maravilhas” é somente para crianças e adolescentes? E o que dizer de Monteiro Lobato (1882-1948), que até hoje conquista milhares de adultos? Isso sem contar que jovens lêem Franz Kafka (1883-1924) e José Saramago e fazem críticas pertinentes como as de um adulto. Essa categoria é motivo de polêmica entre escritores. Há quem pense que o livro para adolescentes deva estar em uma linguagem acessível. “O grande desafio não é o conteúdo, mas a linguagem. Eu me preocupo em utilizar a linguagem mais próxima do adolescente de hoje”, afirma Carlos Heitor Cony. Autor especializado em crianças e adolescentes, Pedro Bandeira, 61, discorda: “Não adianta usar a linguagem do momento. Nada mais velho do que a gíria de seis meses atrás. Devemos usar uma norma culta, porém mais acessível”.

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