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A força da mulher negra

20 de novembro de 2003
1 min de leitura
031120negras

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O livro Negras, Mulheres e Mães (Pallas, 193 pp., R$ 32), de Teresinha Bernardo, é, na realidade, a publicação de sua tese de livre-docência, que aborda uma antropologia das relações raciais no Brasil orientada segundo dois eixos: gênero e religiosidade. Com dados objetivos e baseados em farta documentação, a autora situa a mulher na sociedade brasileira para mostrar as condições de inferioridade com que era referida no passado recente, sobretudo nos jornais da capital da Bahia, região utilizada para mostrar como a mulher quando negra fica posta em condições ainda mais adversas. No entanto, isso todo mundo sabe ou intui. Mas Teresinha Bernardo vai além de reafirmar o desenho do quadro nada favorável para a mulher negra e mostra, basicamente, que a mulher negra é dotada pela sua herança cultural africana – ainda que muito diluída, às vezes imperceptível ou em conflito de valores – de meios sui generis de defesa e atuação. Sua capacidade de superar enormes dificuldades no curso da vida revela-se de forma explícita ao longo da pesquisa apresentada em Negras, Mulheres e Mães, especialmente quando o papel de mãe é enfocado.

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