Lygia Bojunga vai criar fundação para o livro
A agenda da escritora Lygia Bojunga Nunes sofreu um agradável sobressalto – ontem, por exemplo, ela esperava receber a visita da embaixadora sueca no Brasil, que lhe comunicaria oficialmente o recebimento do prêmio Astrid Lindgren. Trata-se de um dos mais importantes do mundo em literatura infanto-juvenil e que o governo sueco concede em memória da criadora do personagem Pipi Meialonga. Além das felicitações de praxe, Lygia foi convidada para a cerimônia de entrega do prêmio, no dia 26 de maio em Estocolmo. “De um minuto para o outro, minha vida deu uma verdadeira cambalhota”, divertia-se Lygia. “Eu nem sabia que estava concorrendo.” O prêmio oferece a quantia de US$ 661 mil, para a qual a autora ainda não tem um plano definido. “Tudo foi muito rápido, mas um dos meus desejos será a criação da Fundação Casa Lygia Bojunga, que vai incentivar a literatura infanto-juvenil”, comentou. “Devo tudo o que tenho aos livros e já é hora de devolver a mesma generosidade.”
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