Livro descreve obsessão de Bush e assessores com ameaça iraquiana
Na noite de 12 de setembro de 2001, o presidente Bush vagava sozinho numa Casa Branca vazia depois dos ataques terroristas da véspera. Avistando seu então coordenador de contraterrorismo Richard A. Clarke, autor de um politicamente explosivo livro de memórias publicado segunda-feira, Bush ordenou que ele e um grupo de assessores entrassem e fechou a porta. “Quero que você, assim que puder, repasse tudo, tudo”, disse Bush. “Veja se Saddam fez isso. Veja se ele está ligado de algum modo.” Clarke, que no primeiro relato detalhado de bastidores sobre o desempenho de Bush em guerra acusa o presidente e seus principais assessores de ignorar a Al-Qaeda e estar decididos a invadir o Iraque – antes e depois do 11/9 -, diz que a exigência o deixou incrédulo. O livro de Clarke, Against All Enemies (Contra Todos os Inimigos), desencadeou uma tempestade política na segunda-feira. A julgar pela resposta agressiva da Casa Branca, denunciando o livro e seu autor, ficou claro que esta crítica feroz a Bush soa o alarme para sua equipe de campanha.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta


