Novos querem criar público
Enquanto a economia brasileira patina há alguns anos, o número de editoras cresce. Segundo pesquisa feita pela CBL e pelo SNEL, as vendas caíram 7% no primeiro semestre de 2003 em relação a igual período de 2002. Angel Bojadsen, presidente da Libre (Liga Brasileira de Editoras) e diretor da Estação Liberdade, considera a situação paradoxal. “Essa expansão acontece porque é muito fácil abrir uma editora, empreendimento que não exige investimentos de vulto. Por uma série de fatores, entre eles a própria crise da economia tradicional, muita gente ficou sem emprego fixo e decidiu abrir uma editora. Penso que outros elos da cadeia do livro têm mais necessidade de empresas novas, como a distribuição e livrarias. Há muitas cidades de 300 mil habitantes no Brasil que não dispõem de uma livraria digna do nome”, constata. Os responsáveis pelas novas pequenas e médias editoras costumam apontar a distribuição como um dos maiores problemas para as empresas menores, pois trabalham com escala reduzida, o que dificulta principalmente o acesso às grandes redes de livrarias, que controlam uma parcela crescente do mercado. “A distribuição se fragilizou ultimamente. As empresas do setor estão descapitalizadas, em parte pelo fato de as editoras venderem livros didáticos diretamente a escolas e ao governo. A Libre está trabalhando com as grandes redes para ajudar seus associados a colocar seus produtos nelas”, afirma Angel Bojadsen.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta

