Suave podridão
Quem cobrasse coerência ao político e jornalista Carlos Lacerda, acabava ouvindo uma de suas máximas: ”Mudo, sim. Só os loucos têm idéias fixas”. Seu neto, o escritor Rodrigo Lacerda, de 34 anos, lembra a frase ao se referir às diferenças entre os seus livros, desde o lançamento do primeiro, O mistério do leão rampante (Ateliê Editorial), vencedor do Prêmio Jabuti em 1996 na categoria Romance, escrito enquanto o autor fazia um mestrado em que discutia como história e literatura se cruzavam. Depois que abandonou o curso, seguiram-se outros livros: A dinâmica das larvas e a coletânea Tripé são parte do processo de mutação por que passou o texto de Rodrigo para chegar à Vista do Rio, lançado este mês pela Cosac & Naify.
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