Literatura fashion para entender a nossa época
Não existe uma editora brasileira especializada no tema, mas moda virou assunto nobre no mercado editorial. Os primeiros livros surgiram na década de 80, mas foi a partir dos 90 que a moda virou objeto do desejo do público e de estudo nas universidades. “Tornou-se importante para a análise de uma época e passou a ser vista com outros olhos pelas ciências humanas, o que impulsionou a leitura e a pesquisa”, explica Isabel Alexandre, editora executiva da Editora Senac. A Companhia das Letras e a editora Paz e Terra foram as pioneiras, mas foi o livro Chic, da consultora de estilo Glória Kalil, lançado pela Editora Senac em 96, que revolucionou esse mercado. Durante meses, ficou na lista dos mais vendidos. “Já vendeu 110 mil exemplares e sua versão masculina (Chic Homem) 60 mil”, revela Marcus Vinícius Barilli Alves, gerente corporativo da editora. Para um país no qual 3 mil exemplares representam uma boa tiragem, é certo que ambos são casos isolados. Mas, o Brasil descobriu seu potencial de moda e a produção cultural não pára de crescer. Os catálogos das editoras dão a medida desse negócio. Com o reconhecimento da criatividade brasileira no mundo e o boom do ensino especializado, a moda tornou-se alvo de interesse não só de consultores, mas de historiadores, sociólogos, antropólogos, psicólogos, críticos de arte, arquitetos, artistas, estudantes e curiosos. E as livrarias passaram a selecionar textos com mais constância. A mais nova incursão no mercado editorial também traz novidades fashion. É a Editora Jaboticaba, de Alessandra Blocker e Ruy Galvão, que lançou Como ser uma modelo de sucesso, de Costanza Pascolato e Milly Lacombe, no final de 2003.
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