Revista IstoÉ aponta irregularidades de servidores do MinC
A revista IstoÉ desta semana traz matéria de capa sobre o trabalho de uma força-tarefa formada por investigadores da Controladoria Geral da República, do Ministério Público e da Polícia Federal que investiga 400 funcionários do serviço público federal suspeitos de terem escondido grandes quantidades de dinheiro no Exterior. Na área da cultura, são citados na reportagem a socióloga e antropóloga Maria Cecília Londres da Fonseca e o livreiro Pedro Corrêa do Lago. Maria Cecília foi uma das principais assessoras do então ministro da Cultura Francisco Weffort e ainda presta consultoria ao atual ministro, Gilberto Gil. Segundo a reportagem, ela declarou nos últimos cinco anos rendimentos tributáveis que não ultrapassaram R$ 100 mil, mas conseguiu aumentar seu patrimônio de R$ 4 milhões para cerca de R$ 20 milhões nos últimos quatro anos. “Ganhei com a valorização de minhas ações e com a desvalorização cambial”, teria afirmado a consultora. A reportagem ainda afirma que, entre 2000 e 2002, Maria Cecília enviou R$ 8,6 milhões para as Ilhas Cayman e Georgetown, conhecidos paraísos fiscais. Já Pedro Corrêa do Lago, segundo a revista IstoÉ, teria enviado pelo Unibanco R$ 2,4 milhões para as Ilhas Cayman. Segundo a reportagem, o livreiro justifica a origem do dinheiro com a venda de parte de oito lotes de fotografias, gravuras, livros, documentos e outros bens culturais ao Instituto Moreira Salles, de propriedade do Unibanco, que tem parte de seu acervo cultural patrocinada pelo MinC, via Lei Rouanet. O texto publicado na IstoÉ ainda questiona o fato de que mesmo após ter sido nomeado pelo ministro da Cultura, Gilberto Gil, Corrêa do Lago tenha recebido recursos da Lei Rouanet por meio da Capivara Editora Ltda. Segundo a matéria, “consta do Diário Oficial da União do dia 6 de fevereiro de 2003 uma portaria assinada pelo ministro Gilberto Gil autorizando a Capivara Editora a captar recursos para a publicação dos livros Retrato fotográfico brasileiro e Século XIX nos documentos históricos latino-americanos, ilustrados com parte das fotos vendidas ao Instituto Moreira Salles e escritos pelo próprio Corrêa do Lago”.
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