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Cultura cria força-tarefa para apurar corrupção

14 de julho de 2004
2 min de leitura
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O Ministério da Cultura criou uma força-tarefa para investigar denúncias de corrupção, enriquecimento ilícito e remessa ilegal de dinheiro ao exterior contra servidores daquela pasta, entre eles o presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Pedro Corrêa do Lago. A portaria foi assinada ontem pelo ministro interino Juca Ferreira. A força-tarefa terá 15 dias para concluir o trabalho e apresentar conclusões. O caso envolvendo Pedro Corrêa do Lago tem como pano de fundo uma operação de envio de dinheiro para o exterior em fevereiro de 2002 (R$ 2,4 milhões) e foi tema de uma reportagem da revista IstoÉ, no fim de semana. Em entrevista ao Estado, Corrêa do Lago disse que a reportagem é “uma calúnia absolutamente inaceitável” e anunciou que vai processar a revista. Afirmou que a investigação é necessária, “para que não pairem dúvidas” sobre sua honestidade. A operação financeira, explica, foi decorrente da venda de uma coleção de 2.500 fotografias do século 19 que sua empresa vendeu ao Instituto Moreira Salles, uma “remessa legal, declarada no Imposto de Renda, de amplo conhecimento do governo”. “Foi só por conta dessa venda que eu adquiri a tranqüilidade financeira necessária, inclusive, para assumir um posto no ministério.”

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