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Um americano na América

17 de julho de 2004
1 min de leitura

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O que tem um ficcionista a dizer sobre seu país? Depende de que espécie de ficcionista ele é e que país é esse. John Steinbeck é o ficcionista em questão, alguém que em plena era das vanguardas (anos 30) – submetidas a experiências estéticas muitas vezes de costas para o real – escolheu um caminho mais “fácil”: flagrar com linguagem direta a ação amarga de uma terra tão febril quanto torturada pela ausência de oportunidades em plena recessão. E o país é simplesmente a potência que logo a seguir daria as cartas no mundo ocidental. Nesse caso, tem muito a dizer o ficcionista, e o fez, não apenas em seus romances e contos – com destaque para As vinhas da ira (1939) e A leste do Éden (1952) – mas também nos dois livros de não-ficção editados aqui: Um diário russo e A América e os americanos (Record, 492 pp., R$ 59,90), que acaba de ser lançado.

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