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Inversão carnavalesca garante originalidade

21 de agosto de 2004
1 min de leitura

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Que o leitor não se engane. Por trás da história simples, da estrutura despretensiosa e estilo irônico de O Nome do Bispo (Companhia das Letras, 232 pp., R$ 37) – de Zulmira Ribeiro Tavares -, esconde-se um dos melhores romances escritos no Brasil nas últimas duas décadas. E insistir na tecla da crítica da crítica social, que o texto sem dúvida suscita, é perder de vista o que ele tem de mais original, quer seja: o modo muito particular como essa crítica se engendra. Pois o que temos aí? Trata-se da pequena história de um liberal burguês, paulistano quatrocentão, empresário nas horas vagas, que se interna num hospital de Higienópolis para operar “um mal ridículo, uma pequena infâmia que se desenvolveu sorrateiramente à margem de sua consciência, nos cômodos inferiores do corpo (…)”. Em outras palavras: uma fissura anal.

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