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Panelas e letras

07 de setembro de 2004
2 min de leitura

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A literatura sempre registrou o fascínio do ser humano pelos sabores do paladar. Um dos exemplos mais emblemáticos talvez seja o do autor português Eça de Queirós: ao longo da sua obra são 4.500 citações gastronômicas e 1.302 menções a bebidas alcoólicas. Mas o escritor não está sozinho nesta paixão. Nobel de Literatura, o chileno Pablo Neruda escreveu odes à cebola, ao tomate, à alcachofra e ao vinho. E o escritor francês Honoré de Balzac fazia todos os seus personagens almoçar e jantar, e achava que ignorar a comida empobrecia suas obras. Isso sem falar, é claro, na escrita sensual do baiano Jorge Amado, em que os prazeres da carne se confundem com os da mesa. Para discutir as relações entre as panelas e as letras, o Centro Cultural Banco do Brasil elaborou um ciclo de conferências batizado “A cozinha do sentidos”. O evento acontecerá primeiramente em Brasília, de 14 e 17 de setembro, e depois no Rio de Janeiro, de 21 a 24 de setembro. Nas duas cidades, o formato é o mesmo. Serão quatro dias de conversas, que começarão com uma palestra, ministrada por um escritor, jornalista, estudioso ou pesquisador, seguida de comentários feitos por um chef de cozinha. Foram convidados nomes referenciais no assunto em todo o Brasil.

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