Como quase sempre, só restará o cinismo…
De cada amor tu herdarás só o cinismo (Objetiva, 224 pp., R$ 34,90), do jornalista Arthur Dapieve, teve seu título inspirado nos versos da música “O Mundo é um Moinho” de Cartola. A madrugada quente do Rio foi o ponto de partida de um verdadeiro sonho. O cenário: show histórico da banda de rock R.E.M. Michael Stipe cantava uma música sobre o fim do mundo quando Dino e Adelaide cruzam olhares no meio da multidão. Ele, um decadente publicitário de 46 anos, ela, a jovem e irresistível estagiária da agência de publicidade. Apesar de pertencerem a gerações diferentes, o encontro não parecia ser tão ruim, aliás parecia absolutamente sensacional, se o homem e a menina queriam, aparentemente, a mesma coisa. O que no início era um caso tórrido e arrebatador, lentamente se transforma numa melancólica história de amor. Dino vivia um casamento morno e sem musicalidade até encontrar Adelaide e voltar a sentir a excitação do rock’n’roll perdido. Apaixonado, ele acreditou que poderia dar certo. Talvez porque ela fosse jovem, porque não tivesse pressa, porque tivesse fome de viver. O fato é que, inebriado pelos encantos de Adelaide, nosso herói esqueceu que nem tudo é o que parece.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta

