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Mindlin conta sua vida entre os livros raros

20 de setembro de 2004
2 min de leitura
040920midlin

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A impressão que os escritores de livros de mistério têm dos bibliófilos não é a mesma provocada por um contato estreito com o empresário e colecionador José Mindlin. Ao contrário dos bibliófilos fetichistas que povoam os policiais de John Dunning e P.D. James, lembrados pelo editor Cleber Teixeira no prefácio do livro de Mindlin, Memórias Esparsas de uma Biblioteca (Escritório do Livro/ Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 125 pp.), ele jamais cometeu crimes para conseguir obras raras.
Naturalmente, Mindlin disputou raridades com outros colecionadores, inclusive o descendente do imperador Pedro II, dom Pedro de Orleans e Bragança, mas só por causa de sua obsessão: a coleção Brasiliana, que reúne tudo o que você sempre quis saber sobre a história do Brasil, da Colônia a Lula, mas não teve meios de consultar. Parte dessa história está contada no livro que Mindlin lança hoje, ao lado de sua assistente Cristina Antunes, autora de Memórias de uma Guardadora de Livros (Escritório do Livro/ Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 150 pp.). Os dois títulos completam um ao outro. No primeiro, Mindlin conta como formou sua histórica biblioteca de mais de 35 mil volumes. No segundo, Cristina Antunes, conservadora desse tesouro há mais de 20 anos, relata desde o primeiro contato com o empresário até o destino da Brasiliana, 15 mil títulos que vão para a Universidade de São Paulo (USP) assim que estiver pronto o prédio para abrigar o segmento mais importante da biblioteca do colecionador. [Os livros são vendidos juntos em uma caixa por R$ 38. O lançamento é hoje, 20 de setembro, às 18h30, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional em São Paulo.]

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