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Tem um estranho na sua adega

05 de dezembro de 2004
1 min de leitura
041206_connaisseur_acidental

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A cara-de-pau não conhece limites. Quem não teve um amigo que se gabava de jogar um futebol tão exuberante quanto Rivaldo? Amigo cuja soberba não resistiu à primeira matada de bola, numa pelada domingueira? Ou, num jantar, quem já não ouviu alguém gabar-se de detectar a “textura opulenta” ou o “encorpado” de um vinho?
Foi por conta de seu fascínio por essa última categoria de caras-de-pau – os conhecedores de vinho circunstanciais – que o escritor inglês Lawrence Osborne resolveu dedicar-se à tarefa de sistematizar uma espécie de conhecimento de enólogo diletante. Escreveu O Connaisseur Acidental (Intrínseca, 296 pp., R$ 39), manual de e para o bebedor de vinhos ocasional, uma viagem e uma espécie de vendetta dos ignorantes e impostores na arte de beber. “Poucas coisas nos deixam mais inseguros em relação ao paladar do que vinho. Cerca de 75 mil vinhos diferentes fabricados hoje no mundo sustentam uma indústria de US$ 50 bilhões, mas só há um punhado de especialistas autênticos para nos ajudar a classificá-los”, escreve.

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