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Um autor emblemático para a sua época

05 de dezembro de 2004
1 min de leitura

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Em 2005, Affonso Romano de Sant’Anna completa 40 anos dedicados à poesia – seu primeiro livro, Canto e Palavra, é de 1965. No entanto, podemos desde já tentar um primeiro balanço a partir dos dois volumes de sua Poesia Reunida (1965-1999), recentemente lançados. O poeta, hoje também consagrado cronista, é uma rara combinação de acadêmico (professor universitário), jornalista engajado (estampou poemas em páginas de política, ainda quando vigorava a ditadura militar) e homem público (dirigiu a Biblioteca Nacional de 1990 a 1996). Rara também a sua incursão pelo território da poesia, que vai da incertidão de Canto e Palavra à placidez de Textamentos, seu último livro. No intervalo, Sant’Anna buscou posicionar-se, seja questionando o próprio fazer poético, como em Poesia sobre Poesia, seja recuperando o sentido do discurso no poema, como em A Grande Fala do Índio Guarani.

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