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Bebês modernos

09 de dezembro de 2004
2 min de leitura
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Até bem pouco tempo, o bebê era um ilustre desconhecido. O panorama começou a mudar a partir dos anos 50 e ganhou impulso definitivo na década seguinte, quando se multiplicaram as pesquisas em tomo do universo do recém-nascido e o desenvolvimento infantil. A semente do livro O Bebê do Século XXI e a Psicologia em Desenvolvimento (Casa do Psicólogo, 292 pp., R$ 35) surgiu a partir de uma inquietação de Maria Lúcia Seidl de Moura, organizadora do livro. Inspirada em um simpósio que aconteceu em Paris, tendo como principais protagonistas Piaget e Chomsky, ela escreveu um texto sobre as caracteristicas dos recém-nascidos a partir de uma revisão da literatura existente a respeito e o enviou a vários colegas de diversas correntes teóricas. Era uma espécie de provocação e as respostas acabaram levando à organização de um simpósio, que finalmente acendeu a centelha do livro. Nos sete capítulos de O Bebê do Século XXI é possível encontrar um bom panorama de algumas linhas de pesquisa atuais sobre a questão. No primeiro capítulo, assinado pela própria Maria Lúcia e Adriana Ferreira Paes Ribas, as autoras traçam um breve panorama sobre as mudanças nas idéias sobre os recém-nascidos e fazem uma síntese sobre o que se sabe hoje a respeito de suas capacidades. Nos capítulos seguintes, os autores aprofundam as questões, abordando-as sobre diferentes ângulos, de acordo com a concepção teórica e a linha de pesquisa de cada um.

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