Um autor universal de paisagens da Sardenha
Na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), da qual participou, o autor italiano de romances policiais Marcello Fois foi confrontado com a pergunta “os escritores devem se ocupar de temas universais ou do jardim da própria casa?”. Respondeu que, para se fazer uma literatura universal, antes é preciso conhecer bem o próprio jardim. Foi literalmente com essa fórmula que as obras de Fois ganharam o mundo. Nelas, os leitores passeiam pelos “jardins” da Sardenha natal do escritor enquanto são envolvidos em questões maiores. Não é diferente em Sangue do céu (Record, 112 pp., R$ 20,90), seu último romance, recém-lançado no Brasil pela editora Record. “A literatura que não fala de dificuldades não interessa a ninguém”, comentou numa mesa redonda realizada dia 12 no Rio de Janeiro. “Ao longo dos tempos, os grandes temas permanecem os mesmos”, completou.
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