Pequenos livros, grandes negócios
Nem precisa ser um rato de livraria ou um fuçador de bancas de jornais. Até o menos católico dos leitores já deve ter comprado, no mínimo, um livro de bolso da editora L&PM Pocket. Nos últimos meses, o mercado parece ter descoberto o formato “pocket” como um bom negócio. Várias editoras começam a trilhar este caminho há oito anos desbravado pelo editor gaúcho Ivan Pinheiro Machado, o rei do livro de bolso.
Pode parecer exagero chamá-lo assim. Mas o sócio da L&PM, atualmente, é o nome mais requisitado, até mesmo por editores experientes, para contar como construiu um catálogo de quase 500 títulos, com baixo investimento – se comparado aos números que começaram a surgir no mercado nestes tempos de fusões e aquisições promovidas pela chamada “invasão espanhola”. Nascida depois de 24 anos de atividade da L&PM com livros convencionais, a divisão Pocket engoliu a empresa-mãe e hoje representa 70% do negócio. Este ano, a L&PM Pocket vai lançar 120 títulos, para garantir seu histórico faturamento anual de R$ 10 a R$ 12 milhões. Embora tenha recebido propostas de compra de multinacionais, Machado avisa: “Com todo o respeito à Espanha, na minha editora não vai ter espanhol.” Nenhum título da L&PM Pocket é testado em outro formato. A editora é focada no livro de bolso. Se tiver que fazer uma edição especial, com prefácios, apêndices ou ilustrações que, em geral, são recursos usados para valorizar uma edição, a editora o faz mas mantém o formato. “Isso é valorizar o livro de bolso e não enxergá-lo como produto menor.”
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