Biografia investiga lado B de Jackson
Depois da tempestade, vem a biografia. Recém-absolvido de um longo processo de molestamento sexual, Michael Jackson tem sua vida dissecada em Michael Jackson – A Magia e a Loucura (Globo, 688 pp., R$ 62). O extenso livro é mais um produto do norte-americano J. Randy Taraborrelli, jornalista especializado em investigar celebridades como Madonna, Frank Sinatra e Grace Kelly -todos estes já foram temas de biografias suas. A obra faz saltar principalmente facetas não muito abonadoras da personalidade de Jackson, como os vários golpes publicitários e a sua obstinação em criar um mundo irreal e especial para si. “Ele é um produto de sua própria imaginação e de suas más escolhas”, afirma Taraborrelli, em entrevista à Folha, por telefone. “Michael Jackson não é um gênio de relações públicas, teve péssimas idéias nessa área que contribuíram para aumentar a imagem surreal que existe dele.” A edição que chega ao Brasil é a versão mais atualizada da biografia, que saiu pela primeira vez nos EUA em 1991. Taraborrelli passou mais de 30 anos em pesquisas e entrevistou, além do cantor, centenas de fontes. “Não levei 30 anos para escrever o livro, levei 30 anos vivendo-o. A última vez que o atualizei foi no final de 2004, pouco antes do início das sessões do último julgamento.” A primeira entrevista que ele fez com Jackson ocorreu em junho de 1972. A última, em 1998. “Claro que ele é uma pessoa diferente, mas todos mudamos. A questão é que Jackson cresceu triste. Acho que a última vez em que Michael foi feliz foi na adolescência.”
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