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A perenidade de Walt Whitman

24 de julho de 2005
2 min de leitura

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O poeta, jornalista e professor norte-americano Walt Whitman (1819-1892), que nasceu no último dia de maio de 1819, tinha 1,83 m de altura e gostava de meninos e meninas, de prostitutas, mendigos, marujos, operários, jovens mães e mães idosas, índios e escravos, de bambuzais e de cactos. Gente comum escorria de sua literatura, as palavras como alicerce de uma nação em construção. Esse poeta libertário das pradarias e das cidades levou quase 40 anos escrevendo um grande poema, Leaves of Grass (Folhas de Relva). Começou em 1855 e continuou escrevendo até a sua morte. A edição inicial nunca tinha sido publicada no Brasil, até agora: em agosto, chega às livrarias a nova edição de Leaves Of Grass/ Folhas de Relva (A Primeira Edição, 1855), da Editora Iluminuras. Traduzida e organizada pelo poeta, tradutor e jornalista Rodrigo Garcia Lopes, é uma edição bilíngüe com posfácio também de Lopes. Um dos trechos mais controversos da edição original, que foi suprimido em edições posteriores, é o prefácio de Whitman, uma espécie de manifesto do lugar do poeta no mundo. O texto, que foi furiosamente atacado, está contido na íntegra nessa nova edição.
Muitas de suas visões, espalhadas entre suas Folhas de Relva, estão entre as mais belas e amargas da literatura.

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