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Os donos do capital e a construção do Brasil

28 de julho de 2005
2 min de leitura
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Na introdução do segundo volume de Pioneiros & Empreendedores – A Saga do Desenvolvimento no Brasil (Saraiva/Edusp. 324 pp., R$ 52), o autor Jacques Marcovitch relembra uma frase de Eric Hobsbawn, na qual o historiador marxista diz: “É impossível não reconhecer que fizemos muito mal, mas que também fizemos muito bem”. Para o autor, ex-reitor da Universidade de São Paulo (USP) e professor titular da Faculdade de Economia e Administração (FEA), muitos dos empresários brasileiros – ou que aqui fizeram fortuna – não foram apenas patrões. Foram também investidores no meio produtivo, criadores de novos modelos de negócios, geradores de emprego e construtores de uma nação. Marcovitch, portanto, caminha na contra-mão da visão esquemática de uma certa esquerda, em que o socialismo aparece como o “bem” e o capitalismo como o “mal”. O autor relativiza esses conceitos ocorre por meio do perfil de dez personagens que merecem os adjetivos empreendedores e pioneiros. A lista é composta por João Gerdau, Curt Johannpeter, José Ermínio de Moraes, Horácio Lafer, Visconde de Mauá, Wolff Klabin, Guilherme Guinle, Luiz de Queiroz e Attilio Fontana. Todos protagonizaram o que o autor chama de “revolução silenciosa”. Graças a seus negócios, permitiram que a economia de mercado agisse e se transformasse. Mas o livro é recheado de outros perfis enriquecidos por sua contextualização histórica. Em todos há como fio condutor a clara defesa do capitalismo e dos pioneiros, “mas sem perder a ternura”. “Mesmo apresentando falhas em vários países, o capitalismo, de modo geral, foi capaz de elevar os padrões de vida e apresentar eficácia na exploração de recursos naturais”, resume o autor.

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