A pintura e o mundo real
A pintura não é algo meramente contemplativo, mas que se apresenta, se mostra e se faz ver. O quadro ganha a dimensão de uma construção de signos e símbolos que dialogam entre si, realçando aspectos da própria pintura, do mundo real e da relação entre outras pinturas. São reflexões como essas, somadas às experiências pessoais do filósofo José Arthur Giannotti com obras de arte, como a descrição de seu espanto ao ver o primeiro Cézanne de sua vida, que ilustram os ensaios de O jogo do belo e do feio (Companhia das Letras, 196 pp., R$ 39). Com uma visão de arte extremamente embasada pelo pensamento filosófico, Giannotti discorre sobre esse universo em textos sobre pintura e estética, estabelecendo o desafio de estruturar a imagem-suporte da pintura como se fosse um “jogo de linguagem não-verbal”.
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