Livrarias ao ar livre no Rio faturam até R$ 5 mil ao mês
Hora do almoço no Centro do Rio. Em frente à Estação Carioca do Metrô, uma banca de livros se destaca pelo grande número de pessoas folheando exemplares, com preços que variam de R$ 5 a R$ 150. A banca, que fatura R$ 5 mil em média por mês, com a venda de títulos novos e usados, é do casal Francisco Olivar de Souza e Marinete Garios. Segundo Olivar, como a dele, existem 115 “livrarias” ao ar livre no município. Juntas, movimentam R$ 287,5 mil/mês. O crescimento das bancas ao ar livre já é sentido pelas livrarias regulamentadas. Para o presidente da Associação Nacional de Livrarias (ANL), Eduardo Yasuda, a concorrência acaba sendo desleal: “Como eles não pagam qualquer tipo de imposto, podemos dizer até que é concorrência ilegal”, diz Yasuda, admitindo, entretanto, que as vendas de livros nas bancas não causam impacto no setor, já que o volume é pequeno. Apesar disso, o presidente da ANL não desmerece a atividade destes livreiros que, segundo ele, ajudam a estimular o hábito da leitura. “Não há dúvida de que são bons livros. E, se há demanda e existe oferta de livros mais em conta, o consumo existe”, diz Yasuda, frisando que o país tem 2.008 livrarias, com faturamento estimado de R$ 1,1 bilhão.
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