Olhar infantil a serviço da tolerância religiosa
Aos 45 anos, o escritor francês Eric-Emmanuel Schmitt já vendeu mais de 1 milhão de livros em seu país e foi traduzido para 32 idiomas. No Brasil, a editora Nova Fronteira acaba de lançar O Filho de Noé (202 pp., R$ 24), obra que tem como pano de fundo o judaísmo e fecha um ciclo de quatro romances dedicados às grandes religiões do planeta. Mas outro elemento comum une Milarepa (Budismo), Oscar e a Senhora Rosa (Cristianismo) e Seu Ibrahim e as Flores do Corão (Islamismo), que usam de alguma forma a ingenuidade e a total ausência de preconceito das crianças para abordar a intolerância religiosa. Dramaturgo com formação musical e filosófica, Schmitt escreveu o primeiro de seus 15 livros em 1994 e atualmente tem três títulos entre os 20 mais vendidos da França. Seu Ibrahim e as Flores do Corão virou filme, exibido no Brasil com o título de Uma Amizade Sem Fronteiras, em que Omar Sharif interpreta um humilde comerciante árabe que fica amigo de um garoto judeu de 12 anos.
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