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Frayn explora imaginação infantil

01 de agosto de 2005
1 min de leitura

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“Minha mãe é uma espiã alemã”, ouve o garoto Stephen, e está dado o argumento para Espiões (Companhia das Letras, 238 pp., R$ 38, trad Nina Horta), o novo romance do inglês Michael Frayn. Estamos em plena 2ª Guerra Mundial, e o cenário é uma pequena vila do subúrbio londrino, cujo céu abandona a neblina e se recorta por um “emaranhado de trilhas heróicas de fumaça”. O narrador é o próprio Stephen, 50 anos mais tarde, reconstruindo na memória seus passos de menino. A este, por fim, mais especificamente a sua imaginação farta, é que caberá a construção do enredo de “Espiões”, livro vencedor do prêmio Whitbread de melhor romance de 2003, na Inglaterra. Quanto a Frayn, seu desafio agora é transmutar tais abstrações mentais em gestos e palavras ditas, pois está transformando o romance em roteiro, para, em breve, a história chegar também aos cinemas.

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