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Escritora defende fuga ao inconsciente

01 de agosto de 2005
1 min de leitura

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A escritora inglesa Liz Jensen gosta de narradores improváveis. Algo como Brás Cubas, em suas memórias póstumas, que ela lamenta desconhecer. Ou Susie Salmon, em “Uma Vida Interrompida”, de Alice Sebold, que ela cita. Em A Nona Vida de Louis Drax (Nova Fronteira, 288 pp., R$ 29, trad. Vera Ribeiro), seu personagem principal retira, de seu estado de coma, conforto e os elementos de sua narrativa: memórias familiares, lembranças de uma vida acidentada. Em cada um de seus nove aniversários, Louis Drax esteve próximo da morte: aos quatro anos, berrou tanto que ficou nove minutos e meio sem respirar. Teve tétano, botulismo e meningite. Está em coma desde que caiu de um precipício, durante um piquenique com os pais. Mas, seria mesmo acidente? Ou tentativa de homicídio? Com publicação prevista para 16 países, A Nona Vida de Louis Drax teve seus direitos de adaptação para o cinema disputados pela Warner e a Miramax. Venceu a segunda, que deixou roteiro e direção a cargo de Anthony Minghella, que deve filmar sua versão do livro em 2006.

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