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Livro revela evolução das favelas

17 de dezembro de 2005
2 min de leitura

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O problema das favelas cariocas há muito é uma realidade no Rio de Janeiro: em 1933, o Censo Predial – o primeiro a levar em conta as comunidades – já teria registrado mais de 40 mil casebres. A informação é uma das muitas reveladas no livro Favelas Cariocas” (Editora Contraponto, 256 pp., R$ 44), da socióloga Maria Lais Pereira da Silva. Depois de percorrer durante anos as entranhas das principais favelas cariocas como estudante, ela decidiu aprofundar o tema, a partir da sua tese de doutorado do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A pesquisa faz uma revisão da bibliografia disponível sobre as favelas do Rio de Janeiro, que começaram a fazer parte da paisagem a partir da década de 20. Estudando o período crítico de expansão, que se inicia em 1930 e vai até 1964, a pesquisadora analisa principalmente as favelas operárias, onde se concentrava a mão-de-obra das indústrias nascentes, e descreve as relações conflituosas entre moradores e proprietários de terrenos. Além disso, lembra as mobilizações dos favelados e a ação de políticos, desde Pedro Ernesto até Carlos Lacerda, e mostra a constante disputa travada entre instituições como o Partido Comunista e a Igreja Católica.

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