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Elementar, esse caro Conan Doyle

17 de dezembro de 2005
2 min de leitura

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As aventuras de Sherlock Holmes — edição definitiva (496 pp., R$ 89,50), de Arthur Conan Doyle. Edição de Leslie S. Klinger. Tradução de Maria Luiza X. de A. Borges.,
Sir Arthur Conan Doyle tentou enganar a morte dedicando-se de corpo e principalmente alma ao estudo e divulgação do espiritismo. Cinco dias depois de seu coração se contrair pela última vez, em julho de 1930, quase seis mil pessoas lotaram o afamado Royal Albert Hall, em Londres, para ouvi-lo do além, através de uma médium. Os jornais da época fizeram troça, afirmando que o espetáculo canhestro não resistiria ao olhar inquisidor de Sherlock Holmes — não enganaria sequer a Watson. São várias as leituras oferecidas por As aventuras de Sherlock Holmes — edição definitiva (Jorge Zahar Editor, 496 pp., R$ 89,50, trad. Maria Luiza X. de A. Borges), cujo primeiro dos seis volumes chega às livrarias com uma torrente de ilustrações, cronologias e comentários mais ou menos relevantes, um trabalho insano do sherlockmaníaco Leslie S. Klinger. Uma delas é essa, sobre o embate entre a criatura da razão fria e o criador que confiava no que dizia o invisível mundo dos espíritos. Outra é sobre a verve enciclopédica de Conan Doyle, que recheia mesmo os detalhes mais insignificantes de fatos obscuros, mas reais. Outra ainda versa a respeito da qualidade atemporal e acessível do Sherlock, desde a gênese um produto de massa perfeito, que resiste à tradução para qualquer língua e sobrevive aos anos vendável e divertido.

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