Turquia acusa autor de denegrir imagem do país
Pouco depois de iniciado na última sexta-feira, em Istambul, o julgamento do escritor turco Orhan Pamuk foi suspenso e uma data para nova audiência foi marcada: 7 de fevereiro. Pamuk, 53, foi acusado, sob o artigo 301 do novo código penal turco, de denegrir a imagem do país, após declarar a um jornal suíço que mais de 1 milhão de armênios tinham sido mortos na Turquia durante a Primeira Guerra Mundial e mais de 30 mil curdos nas últimas décadas. A suspensão foi decidida depois que os advogados do escritor questionaram a validade da lei, que considera crime insultos à identidade nacional, afirmando que a mesma foi criada meses depois da entrevista. Orhan Pamuk esteve no Brasil em julho deste ano, quando participou da Festa Literária de Parati. Best-seller, é autor de romances históricos que misturam tradições islâmicas e ocidentais. Dele, já foram lançados no país O Castelo Branco (ed. Record) e Meu Nome É Vermelho (Cia. das Letras). Em outubro, Pamuk recebeu durante a Feira de Frankfurt o Friedenspreis (prêmio da paz), maior láurea literária alemã.
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