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Quem é quem no disputado mundo da organização econômica e social

22 de dezembro de 2005
1 min de leitura

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Se há alguma panacéia na vida moderna, ela atende pelo nome de administração. Ousado, o historiador canadense Morgen Witzel, membro honorário da Escola de Administração e Economia da Universidade de Exeter, na Inglaterra, pretendeu ir ao âmago da questão e dar ao termo a compreensão mais ampla possível. É o que tenta fazer ao selecionar meia centena de especialistas no assunto, de épocas e culturas diversas em 50 Grandes Estrategistas de Administração (Editora Contexto, 336 pp., R$ 49). Em boa medida, o autor propicia leitura que pode ser interessante, sobretudo a quem nada entende do assunto. Um leigo talvez fique com a impressão de que administrar é algo muito particular, cujos limites parecem inexistir. Afinal, o que tem a ver a filosofia de Lao Tsé, fundador do taoísmo, com o marketing difundido pelos best sellers de um ex-aluno de economistas de escolas tão divergentes quanto Milton Friedman e Paul Samuelson? Se o espectro de Witzel é amplo e faz sentido que assim o seja, seu mérito maior está na abertura de pensamento a que obriga o leitor, possivelmente acostumado a ligar administração a nomes como Henry Ford, Peter Drucker, Tom Peters e Matsushita Konosuke.

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