Idéias simples ajudam empresas a crescer em nichos pouco explorados
Criar novos mercados e tornar a concorrência irrelevante. A idéia difundida mundialmente pelos professores de estratégia em gestão americanos, W. Chan Kim e Renée Maubourgne, no livro A estratégia do Oceano Azul (268 pp., R$ 49), publicado pela Editora Campus, já encontra versões tropicalizadas no Brasil. Conceitualmente, os autores defendem um plano simples: fugir da batalha no “oceano vermelho”: nicho formado por empresas que atuam em mercados decrescentes, muitas vezes com produtos no formato commodity, e criar estratégias inovadoras para desbravar espaços ainda inexplorados, os oceanos azuis. Na prática, no entanto, são poucas as empresas que conseguem inovar através do planejamento. A maioria dos casos de sucesso surgem de oportunidades de mercado ou cases de empreendedorismos isolados. A pesquisa de Kim e Maugorgne acompanhou durante 15 anos (de 1880 a 2000), 30 setores econômicos, como hotelaria, cinema, varejo, aviação comercial, energia, computação, comunicação e construção civil. Os destaques ficam por conta de empresas da rede de televisão CNN e o grupo Wal-Mart. No Brasil também não faltam exemplos de empreendedorismo, como a Casas Bahia, com a estratégia de atender consumidores das classes C e D, mesmo em momentos de vendas desaquecidas, através do famoso carnê de prestações, e a Gol Linhas Aéreas, que trouxe o formato econômico, já praticado nos Estados Unidos, para o País.
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