A baronesa do crime
A jovem Phyllis tinha apenas 19 anos quando estourou a Segunda Guerra Mundial, levando pavor e insegurança à Londres em que vivia. Mas ela encontrou seu amor e se casou. O marido foi convocado e, anos depois, ao voltar para casa, estava doente, incapacitado para o trabalho. Com duas filhas pequenas, Phillys teve de buscar emprego para sustentar a família. Foi funcionária pública, trabalhando na área de saúde e na polícia. Nas horas vagas, criava histórias. Finalmente, já quase na meia-idade, conseguiu ser publicada. Hoje, aos 85 anos, é uma das escritoras mais lidas do mundo, tem assento na Câmara dos Lordes britânica e mantém viva a tradição feminina na literatura detetivesca. A vida de Phillys Dorothy James, P.D. James, daria um romance -e, há alguns anos, ela escreveu sua biografia-, mas a escritora prefere deixar de lado sua história pessoal quando borda as tramas estreladas pelo comandante Adam Dalgliesh, o detetive que criou há mais de 40 anos. “Ele é totalmente imaginário”, disse. Em O Farol, que a Companhia das Letras está lançando no país, uma das questões é o uso de animais em pesquisas científicas. Mas a vida amorosa dos principais personagens -o detetive-poeta, seus auxiliares diretos e os envolvidos no crime- também contribui para prender o leitor, que encontra cenas românticas e até sensuais em meio às investigações dos crimes que abalam uma ilha na costa da Cornualha.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta


