O eterno retorno
A produção de Machado de Assis se tornou, nos últimos anos, um dos temas centrais de Alfredo Bosi, como atestam seus cursos de pós-graduação na USP, o volume dedicado ao autor da série “Folha Explica” (2003) e os livros O Enigma do Olhar (Ática, 1999) e este Brás Cubas em três versões (Companhia das Letras, 144 pp., R$ 33,50). Nele, o crítico reúne três ensaios: o que dá título à obra, “O Teatro Político nas Crônicas de Machado de Assis” e “Raymundo Faoro Leitor de Machado”. No inicial, estuda como três diferentes linhagens explicaram o “bizarro narrador” do romance em que o escritor começa a utilizar o foco narrativo em primeira pessoa, associando a presença “física” do protagonista nos acontecimentos que descreve ao fato “sui generis” de que quem ali contava a própria história era um “defunto autor”. Já em “Raymundo Faoro Leitor de Machado”, sublinha o valor de “A Pirâmide e o Trapézio”, apontando como o cientista político conseguiu, em sua investigação, aliar a análise tipológica a uma outra dimensão.
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