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Garrafas salvam poesia do naufrágio

27 de junho de 2006
2 min de leitura

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Embarcar no veleiro Sonho em Santa Catarina, navegar pela costa brasileira vivendo de brisa e de poesia pode parecer coisa de poeta. E é. Thor Rio Apa está de volta ao litoral paulista divulgando seus poemas de uma forma pouco comum: ele lança seus versos dentro de garrafas que, um dia, serão recolhidas por um turista ou morador nas praias. Essa experiência é realizada há cerca de dez anos e o retorno, confirmado pelas cartas que recebe, está por volta de 10%, o que o incentiva a continuar semeando a surpresa de encontrar um bilhete dentro de uma garrafa, como os náufragos fazem em filmes. Ou ainda, entalhando versos em pedras à beira-mar. Desta vez, a tripulação do Sonho é formada por poetas do grupo Epopéia, que tem sede em Curitiba. Quando o veleiro pára em alguma marina, chega a hora de conseguir o dinheiro para sustentar a viagem. E o produto é poesia, vendida no formato de livretos ou em folders nas portas de shopping centers e lugares de grande movimento de público. Desde que o grupo foi formado, seus integrantes vivem assim, dos poemas que escrevem. “Ninguém lê um livro de poesia”, diz Thor Rio Apa, apontando para a necessidade de outras formas de divulgação. Foi daí que surgiu a idéia de conciliar seu gosto pela navegação com a distribuição de versos em garrafas lançadas ao mar, bem antes do lançamento do filme Mens@gem para Você, de Nora Ephron, de 1998.

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