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A história da escravidão nos Estados Unidos

28 de junho de 2006
1 min de leitura
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A maioria das pessoas tem uma visão distorcida da escravidão norte-americana. Acreditam-na fixa no século XIX, ligada a plantações de algodão, situada basicamente no sul. Uma idéia corroborada por Hollywood, em filmes como E o vento levou…, Raízes, A cor púrpura. Em Gerações de cativeiro (Record, 444 pp., R$ 62,90, trad. Julio Castañon), o conceituado historiador Ira Berlin analisa a história da escravidão nos Estados Unidos desde o início do século XVII até sua abolição, 300 anos depois. Berlin oferece, sem condescendência ou falso moralismo, uma nova versão, uma reinterpretação dinâmica, onde escravos e senhores renegociavam, continuamente, os termos do cativeiro. A escravidão era reinventada por gerações sucessivas de africanos e afro-americanos. Cativos que atravessaram transformações econômicas, revolução, migração forçada, guerra e, por último, a emancipação. Aborda a relação deste fenômeno com a economia e a sociedade e a cultura sulista.

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