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Incertezas de uma longa jornada mundo adentro

29 de junho de 2006
2 min de leitura

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Em Crise e Oportunidade – O Brasil e o Cenário Internacional (Lazuli, 328 pp, R$ 40), organizado por Antonio Corrêa de Lacerda, os articulistas examinam aspectos macro e microeconômicos da imersão do Brasil nesse amálgama de interinfluências complexas, e inevitáveis. São textos que, na maioria, informam sem entediar e oferecem opiniões instigantes, a começar pelas de Gustavo Franco, que se serve de dados estatísticos levantados nos censos do capital estrangeiro realizados pelo BC em 1996 e 2001. Entre um censo e outro, o fluxo de IDE no Brasil passou de R$ 40,5 bilhões (6.322 empresas respondentes) para R$ 100 bilhões (11.404 empresas), o que corresponde a mais que o dobro do estoque acumulado até 1995 e reflete um aumento da participação brasileira nos fluxos mundiais de IDE, de 0,37% em 1993 para um máximo, no período, de 3,79% em 1998. O capital integralizado pertencente a não-residentes passou de R$ 40,5 bilhões para R$ 201,4 bilhões. Os ativos totais foram de R$ 272,6 bilhões para R$ 914,0 bilhões. Como em outros aspectos da globalização, porém, também na questão do IDE cada país escolhe seu caminho na longa jornada mundo a dentro. E só saberá se é possível chegar lá fazendo a viagem. “Crise e Oportunidade” é um bom guia para se compreender o tamanho do desafio.

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