Associações perigosas
Desde os atentados de 11 de setembro, fanatismo e islamismo são, no Ocidente, palavras que se equivalem. Tornaram-se, quase, sinônimos. Esquece-se, com isso, que o fanatismo vem de muito longe, e que não surgiu no Islã, mas no mundo ocidental, cristão. Este é o ponto de partida de A Peste das Almas – Histórias de Fanatismo, ensaio de Marcos Antônio Lopes e Marcos Lobato Martins (editora da Fundação Getúlio Vargas, 116 pp., R$ 20). Um livro que enfrenta preconceitos e que faz da história um instrumento lúcido para desvendar nosso complexo presente. A história do fanatismo, afirmam os autores, é, na verdade, a história de uma perigosa associação – que não se restringe ao islamismo – entre religião e política. “A chama sagrada da violência arde em várias culturas, de Leste a Oeste, sob diferentes regimes”, eles lembram.
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