Uma bienal reproduzida em livros
O saldo da 5ª Bienal do Mercosul, sob o tema “Histórias da Arte e do Espaço” impressiona. O evento, realizado durante 66 dias, em diversos locais de Porto Alegre, inclusive praças, reuniu exposições de 597 obras feitas por 167 artistas de sete países da América Latina, além de quatro artistas de outras regiões do mundo. Segundo os organizadores, foram 853.833 visitas. Com orçamento de cerca de R$ 10 milhões, a Bienal do Mercosul tem feito história e se firmado como um dos principais eventos do gênero no mundo. A história de como foi possível transformar Porto Alegre num centro internacional das artes visuais é tão importante que o curador-geral da 5ª edição, Paulo Sérgio Duarte, teve a idéia de transformá-la em livro. A tarefa ficou a cargo do curador-adjunto, Gaudêncio Fidelis, que escreveu Uma História Concisa da Bienal do Mercosul, obra lançada como parte de uma coleção que mais uma vez mostra o pioneirismo dos envolvidos na realização da bienal. Em vez de fazer um gigantesco catálogo único, o curador optou por criar uma coleção, composta por sete livros, que realmente documenta a mostra. Cinco livros têm esta função específica. Há um catálogo dedicado ao artista homenageado, Amilcar de Castro, e obras sobre as divisões temáticas da bienal: Da Escultura à Instalação, Direções no Novo Espaço; A Persistência da Pintura, Transformações do Espaço Público. O sétimo livro, Rosa dos Ventos – Posições e Direções na Arte Contemporânea, é composto por nove ensaios críticos da equipe de curadores.
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