Livro é caro e varejo não é treinado para vender
O economista Eduardo Giannetti da Fonseca disse, ontem, que preço alto e atendimento deficiente nas livrarias limitam o acesso da população ao mercado editorial. Suas críticas animaram os debates iniciais do 34º Encontro Nacional de Editores e Livreiros, realizado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) em Fortaleza.
Giannetti da Fonseca, em sua palestra, lembrou que a baixa tiragem do mercado editorial – uma média de 4 mil exemplares por título – encarece o produto. “O preço do livro no Brasil é proibitivamente caro”, afirmou o economista. E, além de o produto estar longe do alcance do consumidor, continuou, o serviço prestado pelas livrarias não é bom. Para Giannetti da Fonseca, o livro é um produto sofisticado e, em um país como o Brasil, onde a população lê apenas 1,8 livro por ano, o vendedor precisa ter uma “função quase educativa”. Citou o livro de bolso (ou “pocket book”), fabricado com material mais simples e de tamanho menor, como uma opção mais barata. “A experiência do ‘pocket’ mostra que há demanda por isso (livros)”.
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