Janelas para o mundo
Nascida em Kandahar em 1978 numa família que se mudou para os Estados Unidos quando ela tinha apenas 5 anos, Masuda Sultan foi descobrir o quanto era afegã já adulta. Isto aconteceu quando ela voltou à terra natal, primeiro, para ver parentes, um mês antes do 11 de Setembro. Depois, para trabalhar num documentário sobre a presença americana. A escritora, hoje diretora de projetos da Women For Afghan Women (WAW), faz um tocante relato do seu trabalho interno de conciliação entre os dois mundos litigantes que a formaram. Portanto, Minha guerra particular (Nova Fronteira, 320 pp., R$ 32 trad. de Regina Lyra)
parece mais uma história de pacificação e poderia bem se chamar “meu pós-guerra particular”, a reconciliação, senão política, pelo menos afetiva.
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