Senhor viagem
O que um garoto polonês crescido durante a Segunda Guerra Mundial na maltratada Polônia poderia ter em comum com um outro, nascido por volta do ano 485 a. C., na colônia grega de Halicarnasso (na atual Turquia)? Além do fato de serem curiosos e originários de lugares periféricos da época em que viveram, o mais inusitado é que, mesmo apartados por um imenso abismo de tempo, Ryszard Kapuscinski e Heródoto cresceram com as mesmas inquietações: viajar, ver o mundo e descrevê-lo. “Para quê?”, pergunta o polonês à Folha. E responde: “Para que a memória do homem não se apague”. Em Minhas viagens com Heródoto – Entre a história e o jornalismo (Companhia das Letras, 305 pp., R$ 49 trad. Tomasz Barcinski), lançado agora no Brasil, Kapuscinski, 74, recorda algumas de suas inúmeras expedições pelo mundo. Além da mala e do bloquinho, o escritor conta que sempre carregou consigo um velho exemplar amarelado de “História”, o clássico de Heródoto que narra suas andanças pelo mundo mediterrâneo do Oriente Próximo.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta


