Boas estréias de um coletivo poético singular
“Está tudo solto na plataforma do ar…” Esta canção na voz de Luiz Melodia me veio à cabeça depois de ler os livros e conversar com Domingos de Guimaraens (A gema do sol 7Letras, 80 pp., R$ 20), Augusto de Guimaraens Cavalcanti (Poemas para se ler ao meiodia 7Letras, 86 pp., R$ 20) e Mariano Marovatto (O primeiro vôo 7Letras, 80 pp., R$ 20), os três jovens poetas estreantes (excelentes estréias, por sinal) que formam “os sete novos“. Está tudo solto — e isso é muito bom. Conscientes que o fim das vanguardas já é um papo antigo (elas acabaram mesmo, estão mortas e enterradas, e pronto) e sem sentir a necessidade de se oporem ao que veio antes ou de lançar um manifesto, esses três jovens poetas (que são sete porque querem incluir muitos outros, uma multidão de poetas fiéis apenas à sua própria linguagem e experiência de mundo) fazem um uso não-hierárquico e a-histórico da tradição e da realidade à sua volta.
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