Expurgos na literatura e no pensamento social
A noção de que o conhecimento produzido fora da universidade é ingênuo, ou, pelo menos, não-científico, serviu para justificar, nos anos 1950 e 1960, a desqualificação dos trabalhos de todo um grupo de pensadores sociais reunidos no Instituto Superior de Estudos Brasileiros (Iseb). Criticados pelos sociólogos da USP, esses intelectuais quase sumiram dos cursos sobre o pensamento social brasileiro, diz o cientista político João Trajano Sento-Sé. “O Iseb foi criado em 1955, e reunia nomes como Hélio Jaguaribe, Nelson Werneck Sodré, Álvaro Vieira Pinto, Guerreiro Ramos, Cândido Mendes, Roland Corbusier. São intelectuais muito mais identificados com uma tradição ensaística do que com a universitária.”
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